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Meu primeiro beijo em Clarice Lispector
Oz
Não uma crônica. Não um conto. Não.
Uma declaração de amor. Sim.
Do amor que ainda ostenta na graça a marca do primeiro beijo.
O primeiro beijo ou o primeiro livro, aberto e lido pela alma, já não vejo diferença.
O beijo, A Paixão Segundo G. H.
A Paixão segundo Clarice... Ah, Clarice!
Tu sabes, só tu, do sal nos meus olhos. Porque em teu formato de livro, beijaste-os.
Tu sabes, só tu, do sal no meu coração. Porque em teu formato de memória, beijaste-o.
Tu sabes, meu amor. Sabes da paixão que me arrebata. Sabes da paixão que não pode ser.
E isso dói...
Sabes daquela a quem um dia beijei. Beijei em meu formato de livro. Beijei em meu formato de memória.
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