|
|
 |
18.1.06
Astros
"Talvez você resolva retomar empreendimentos e projetos que tinha deixado meio de lado. Criatividade e disposição, garantindo um alto astral no trabalho. Dê um trato também na sua vida afetiva: a pessoa amada ficaria magoada caso se sentisse trocada por amigos ou excesso de trabalho".
É, Rosangela. Valeu pelas dicas. Como vai seu filho? Fanático por filosofia ainda?
Posted at 14:29 by editor
Link deste texto
Na frente
Qual é a diferença entre desenvolvidos e subdesenvolvidos? Na arte, ela não existe. Como já disse aqui, eu sou fã incondicional de um site que mostra a grande maioria das primeiras páginas de todo o mundo, todos os dias.
É só dar uma olhada na primeira página dos principais jornais dos Estados Unidos - The New York Times - e do Brasil - Folha de S. Paulo - para ver a diferença. O NYT parou no tempo, enquanto damos show de evolução gráfica.
Posted at 11:31 by editor
Link deste texto
17.1.06
Mais do mesmo...
Ainda sobre BBB, é impressionante o abismo entre os participantes escolhidos pela produção e os sorteados pelo telefone, retrato mais fiel do que é realmente o povo brasileiro. O principal vale é o da aparência e da auto-estima.
Na chamada "pergunta da casa", os participantes foram questionados sobre com quem ficariam e com quem nunca ficariam na casa. Na segunda pergunta, nada menos que 11 dos 14 votos possíveis foram ou para Mara ou para Agustinho. Ou seja, os participantes do povo não tem a menor chance de se dar bem na casa.
Estão fora do "padrão Globo" de qualidade.
Posted at 14:57 by editor
Link deste texto
Redentor
Dentro da mesmice do Big Brother Brasil 6, está pintando uma barbada.
O rapaz tem tudo o que estava faltando na casa.
Quando todos os corpos eram perfeitos, chegou o gordo, mistura de Danny DeVito com Léo Jaime.
Quando todos pareciam ter lugar ao sol, chega o verdadeiro necessitado.
Quando todos tinha histórias mornas, chega um cara com um verdadeiro drama (nos jornais).
Quando ninguém conseguia fazer rir, chega o malandro espirituoso.
Quando o BBB parecia se tornar um show de marionetes - promessa da pior edição do programa - chega "o cara", fazendo graça e tirando onda.
Já sou Augustinho Futebol Clube.
Posted at 13:25 by editor
Link deste texto
16.1.06
Trechos de "A paixão segundo G.H."
Garimpo do Anjos de Prata.
"Segura a minha mão, porque sinto que estou indo".
"A vida, meu amor, é uma grande sedução onde tudo o que existe seduz".
"Eu já havia experimentado na boca os olhos de um homem e, pelo sal na boca, soubera que ele chorava".
"Deste-me inocentemente a mão, e porque eu a segurava é que tive coragem de me afundar".
"Vou te dizer que eu te amo".
"Espera por mim. Sei que estou indo para alguma coisa que dói porque estou perdendo outras".
"E então adoro".
Boa segunda-feira para você.
Posted at 10:34 by editor
Link deste texto
Meu primeiro beijo em Clarice Lispector
Oz
Não uma crônica. Não um conto. Não.
Uma declaração de amor. Sim.
Do amor que ainda ostenta na graça a marca do primeiro beijo.
O primeiro beijo ou o primeiro livro, aberto e lido pela alma, já não vejo diferença.
O beijo, A Paixão Segundo G. H.
A Paixão segundo Clarice... Ah, Clarice!
Tu sabes, só tu, do sal nos meus olhos. Porque em teu formato de livro, beijaste-os.
Tu sabes, só tu, do sal no meu coração. Porque em teu formato de memória, beijaste-o.
Tu sabes, meu amor. Sabes da paixão que me arrebata. Sabes da paixão que não pode ser.
E isso dói...
Sabes daquela a quem um dia beijei. Beijei em meu formato de livro. Beijei em meu formato de memória.
Posted at 10:33 by editor
Link deste texto
15.1.06
O primeiro beijo
Clarice Lispector
Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.
- Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar? Ele foi simples:
- Sim, já beijei antes uma mulher.
- Quem era ela? perguntou com dor.
Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer.
O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir - era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.
E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca.
E nem sombra de água. O jeito era juntar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente engulia-a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo.
A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava.
E se fechasse as narinas e respirasse um pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por instantes mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, enquanto sua sede era de anos.
Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando.
O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos estava... o chafariz de onde brotava num filete a água sonhada. O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.
De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar. Agora podia abrir os olhos.
Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-se de que realmente ao primeiro gole sentira nos lábios um contato gélido, mais frio do que a água.
E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra.
Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia intrigado: mas não é de uma mulher que sai o líquido vivificador, o líquido germinador da vida... Olhou a estátua nua.
Ele a havia beijado.
Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva. Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido.
Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado, sentindo o mundo se transformar. A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil.
Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele...
Ele se tornara homem.
Posted at 23:59 by editor
Link deste texto
14.1.06
Em homenagem ao show de ontem (que a maioria das pessoas verá hoje), reedito o post que fiz 29 de agosto, sobre o novo CD deles.
De quatro? Só um pouquinho...
Esse aí do lado é o novo CD dos Los Hermanos, Quatro. Não sei se falar essas coisas na internet dá cadeia, mas eu confesso que não resisti aos encantos do Emule e economizei os trinta reais do disquinho.
O Los Hermanos é uma banda muito estranha. Como toda banda de sucesso, muito sucesso, acaba estimulando ódio mortal de um lado e adoração fanática do outro. É natural. Eu gosto muito deles, portanto não sinto nos ouvidos muitos dos defeitos que reclamam por aí. Mas devo dizer que chamá-los de gênios da MPB é não só leviano quanto um insulto à inteligência. São garotos que há pouco saíram da faculdade, são talentosos, sem dúvida, e têm sobre si uma aura tão cult - bastante estimulada pelos próprios, inclusive - que conseguem fugir completamente do comercial e, mesmo assim, levar uma legião de pessoas de todas as idades, credos, normalmente da classe média intelectualizada, a seus shows.
As letras dos moços são completamente fruto de suas cabecinhas, um festival de subjetividade. É quase uma bandeira do "eu, sozinho". E acho que é assim que música deve ser feita. Mas acho que ainda exageram nos verbos no infinitivo, que deixam as letras muito vagas e tudo com um certo tom de conselho ao ouvinte. E, por isso, soam prepotentes às vezes. Principalmente as letras do Rodrigo Amarante, que já tem um tom arrogante na voz. As letras do Marcelo Camelo são melhores, apesar de também carregar nos verbos. Adjetivos, caros! Substantivos! São coisas boas, podem usar sem medo!
O Camelo amadureceu muito suas letras. Largou essa mania de falar "samba" dentro dos seus sambas. E já que todo mundo compara ele com o Chico Buarque, considero que o próprio Chico sofreu muito com essa mania de metalinguagem no início da carreira. Ouvi há bem pouco tempo o primeiro disco de Chico, que levava seu nome. É basicamente um disco de sambas. Não contei, mas quase todos - se não todos, sem exagero - tinham a palavra "samba". No segundo disco do nosso blue eyes ele já está bem mais relaxado, mais "Chico" mesmo. Vejo o Camelo como um grande compositor no futuro. Fico feliz ouvindo o Camelo hoje imaginando o que ele vai ser quando "crescer". Mas "(...) coração que teima em bater" é meio over.
A respeito da gravação de "Quatro" ("de quatro" é foda), foi um alívio. O último, Ventura, tem ótimas músicas, mas a gravação é vergonhosa. E logo um disco deles, tão preocupados com a sonoridade... Esse novo é muito bem gravado. Ainda bem.
Em notas gerais, é um disco de pequenas orações deprimidas cantadas ao pé do ouvido, com pouquíssimos instrumentos e muito bom gosto. Há exceções mais comerciais, como "Vento", de Amarante. Não é um disco de rock. É música. Mas tem pitadas de algumas influências claras. Um samba, que lembra Chico. A música "Sapato novo" caberia perfeitamente na voz de Adriana Calcanhoto. E Raul Seixas, o Raulzito, teria gostado de ter feito (nossa... quanto verbo... pareço até o Amarante...) a música "Horizonte distante", uma viagem meio psicodélica, quase lisérgica. Será que o Camelo... deixa pra lá. E a quarta, "Paquetá", de Amarante, é uma salsa claramente influenciada pelo que faz em seu projeto paralelo, Orquestra Imperial.
Eu adorei o disco. Não me surpreendeu, como a todos, por ser um disco mais devagar que os outros. Mas sim pelo bom gosto. Tem muita classe. Só quero saber como serão os shows. Eles, que foram revelados no festival de rock Festivalda e tocaram em palcos grandes em todas as turnês anteriores, vão ter que diminuir a onda e investir nos pocket-shows. Saiu do clima de festival de rock para, digamos, algo mais Tim Festival. Eu ainda prefiro o Bloco do Eu Sozinho. Mas é porque eu sou chato mesmo.
Posted at 19:38 by editor
Link deste texto
13.1.06
UVA e UVB de Gisele
Está se configurando nesse país um processo de "fome com vontade de comer". Gisele Bündchen, acusada por muitos de ser rica, bela, porém burra, está mesmo muito da espertinha. Há três semanas, só se deixa fotografar de biquini, pegando sol. Primeiro foi na Caras, com o Kelly Slater, surfista. Depois, na capa da Quem. No retratos da vida, do Extra, e na coluna da Joyce Paskovitch, na Época, sai todas as semanas, cada hora em uma praia diferente. A grande novidade desse Fashion Rio vai ser ver fotos da Gisele com roupa!
E isso por que? Porque a moça é a grande estrela da campanha do protetor solar da gigante dos cosméticos Nivea, o Nivea Sun. A coisa é tão sem vergonha que na Caras, a primeira, tinha uma página com anúncio do produto! Apurando rapidamente, descobri que a Nivea é a empresa que mais dá dinheiro com publicidade à Gisele. "O cachê dela, como sempre, é segredo de estado. Mas ninguém duvida de que cifras milionárias estão em jogo", conta Joyce.
Nesse mundo de aparências é assim. A moça rica quer ganhar mais dinheiro ainda e, esperta, descobre como usar bem a imagem. As colunas de fofocas, que vivem de celebridade, fingem que não estão vendo e, como Gisele vende muita revista, se lambuzam. A Quem, por exemplo (aqui do ladinho) colocou nada menos do que quatro paparazzi atrás da moça essa semana, para sua vinda ao Rio. O que flagraram? Gisele de biquini, na piscina do Copacabana Palace. Depois dizem que é perseguição...
Posted at 10:08 by editor
Link deste texto
12.1.06
Who's back?
Por isso é gostoso voltar. Brigadim!
Posted at 14:19 by editor
Link deste texto
|